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carvão - energia - Foto: www.revistadigital.com.br

Carvão mineral pode gerar energia sem poluir

O Brasil conta hoje com quatro modernas usinas termoelétricas a carvão, inauguradas há menos de um ano, em Pecém, no Ceará, e em Itaqui, no Maranhão, que fornecem mais de 1.440 MW sem criar problema de emissões poluidoras.

O mesmo ocorre no Japão e em vários outros países que utilizam o carvão, com tecnologias similares de tratamento de gases e poeiras. Além destas novas usinas, existem outras geradoras há algum tempo nos estados carboníferos: Santa Catarina e Rio Grande do Sul, responsáveis por mais 1.700 MW.

Somando todas as capacidades, o carvão responde por menos de 2,0% da matriz elétrica do país e menos de 1% da energia total consumida no Brasil.

A situação é diversa no resto do mundo. Nos Estados Unidos o carvão origina 30% da energia total do país, e a média mundial fica em 26%, segundo informações do professor José Goldenberg.

Estes números têm relação direta com a produção de energia renovável, que no Brasil alcança um índice muito mais alto do que a média mundial (47% X 17%).

Mas também mostram que a energia obtida do carvão hoje não é mais tão problemática como alguns grupos ambientalistas continuam afirmando, com base ao desempenho de unidades menos eficientes como as existentes em países da Ásia.

Claro que o chamado efeito estufa ocorre, mas ele é igual nas usinas termoelétricas a gás ou à base de derivados de petróleo, e pode ser reduzido com o plantio de árvores em áreas próximas, que absorvem o CO2.

Essa preocupação com a emissão de gases e poeiras poluentes foi, durante muito tempo, no Brasil, como em outros países, a origem das resistências ao uso do carvão para gerar energia, tanto por parte de áreas governamentais, como de ambientalistas.

A tecnologia ambiental é provavelmente uma das que mais tem evoluído, em decorrência das pressões sociais e legais que estimulam a pesquisa e o desenvolvimento de novos materiais, sistemas e equipamentos, e isso ocorreu também com a utilização de carvão mineral para produzir energia.

Da mesma forma como se conseguiu reduzir muito ou mesmo eliminar os aspectos negativos da poluição atmosférica, hídrica ou do solo causadas por outros segmentos industriais, a geração energética por carvão se tornou um processo em que as emissões deixaram de ser o mesmo problema sério de antes.

A intenção manifestada por autoridades do governo, de incluir as térmicas na base regular de geração do país, com novas usinas à base de carvão ou gás natural, exige o uso de modernos sistemas de despoeiramento e de dessulfurização, adequados ao seu funcionamento contínuo, para o que existe tecnologia apropriada no país.

As novas termelétricas pertencentes à MPX, em Itaqui (MA) e Pecém (CE), usam para isso o sistema de dessulfurização de gases de combustão chamado FGD – Flue Gas Desulfurization.

O FGD elimina gases sulfurosos (SOx) das emissões e evita a possibilidade da chamada chuva ácida, pela lavagem dos gases emitidos no processo.

Além do FGD, também detemos no país a melhor tecnologia mundial para a retenção de particulados, o que é igualmente importante nas usinas a carvão. Em paralelo, as empresas brasileiras estão aptas a desenvolver projetos de instalações para controle de poeiras e gases a partir de estudos feitos com o uso dos mais atualizados softwares específicos, como o CFD Computational Fluid Dynamics, originário dos Estados Unidos, que possibilita dimensionar os sistemas ou reformá-los para obter maior eficácia.

Assim, podemos aproveitar o carvão mineral disponível nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, sem medo de estarmos gerando problemas de poluição, ajudando a superar eventuais gargalos decorrentes de períodos mais secos nas hidrelétricas.

Autor: Franco Tarabini Jr., engenheiro e  sócio diretor da Enfil S/A Soluções Ambientais

Fonte: http://www.intelog.net/site/default.asp

 

 

Publicação 23.10.2013 às 08:44
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