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Assembleia legislativa promoveu Audiência pública sobre as potencialidades e os desafios do uso do carvão mineral
Assembleia legislativa promoveu Audiência pública sobre as potencialidades e os desafios do uso do carvão mineral - Foto: Marcelo Bertani

Cientec aborda as potencialidades e os desafios do uso do carvão mineral na Assembleia

A Comissão Especial do Carvão Mineral e Energia Eólica, presidida pelo deputado Márcio Biolchi (PMDB), realizou audiência pública, na tarde de segunda-feira (13), para debater as potencialidades de geração de energia elétrica do Estado, em especial a partir do carvão mineral, abordando o meio ambiente e as tecnologias para minimizar os impactos, bem como necessidades de pesquisas e novas tecnologias. O presidente da Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), Luiz Antonio Antoniazzi, falou sobre o uso do mineral também nas indústrias siderúrgica e carboquímica. Além das pesquisas que a instituição desenvolve nesse sentido.

Antoniazzi começou falando sobre o uso do carvão mineral para produção de energia elétrica. Enquanto no Brasil, apenas 1,6% da energia elétrica é gerada a partir do mineral, em diversos países do mundo o índice é muito maior: 45% nos Estados Unidos, 41% na Alemanha, 93% na Polônia e na África do Sul, 63% em Israel, 68% na Ìndia e 79% na China. E a tendência é que, cada vez mais, essa riqueza seja explorada e cause menos impacto ambiental.

Citou relatório da Agência Internacional de Energia (IEA), divulgado no fim de 2012, que estima que, até 2017, o carvão mineral irá empatar com o petróleo como maior fonte de energia para o mundo e, após 2017, ultrapassá-lo. Ele também lembrou estudo que o Ministério de Minas e Energia divulgou, com dados de 2010, que as reservas de carvão no país correspondem a 3,5 vezes mais que as reservas de petróleo (incluindo as do pré-sal). “Por isso, pode-se dizer que o carvão gaúcho representa muito mais que o pré-sal”, destacou.

A inclusão do carvão mineral no Leilão de Compra de Energia Elétrica Proveniente de Novos Empreendimentos de Geração, a ser realizado em 29 de agosto, também foi comentada por Antoniazzi. Segundo ele, com isso, abre-se a possibilidade de explorar racionalmente o minério.

Falou sobre a termoelétrica que será construída em Minas do Leão, com investimentos da CEEE, carvão da Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e tecnologia da Cientec. Conforme ele, atualmente, é possível implantar usinas com índices de rendimento energético maior e menos impacto ambiental.

Siderurgia e carboquímica

O presidente da Cientec abordou ainda a aplicação do carvão mineral na indústria siderúrgica. No Brasil, por exemplo, 100% do carvão utilizado nesse setor é importado, o que custa ao setor U$ 3 bilhões por ano para essa compra de outros países. Antoniazzi acredita que, o ideal, é que as reservas brasileiras, especialmente as gaúchas (que representam 90%), também possam ser utilizadas no setor, reduzindo o índice de carvão importado.

Destacou também a indústria carboquímica, que tem o gás de síntese (singás) como sua matéria-prima. A partir do singás, a exemplo do nafta na indústria petroquímica, é possível produzir uma série de produtos, como metanol, plásticos, fertilizantes, entre outros. Informou que a Cientec já teve projeto de pesquisa aprovado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia, e que aguarda agora recursos do CNPq, para geração de singás e metanol. O trabalho será desenvolvido em parceria com o Departamento de Engenharia Química da UFRGS.

Desafios

Uma das dificuldades para o aproveitamento do mineral tanto na siderurgia quanto na carboquímica é que o carvão gaúcho apresenta elevados índices de enxofre e de cinzas, que precisariam ser reduzidos. Para isso, defendeu o investimento em pesquisas para que se desenvolvam tecnologias que possibilitem essa adequação.

Além disso, defendeu o desenvolvimento dessas tecnologias e não a adoção daquelas produzidas em outros países, pois não irão se adequar às características do carvão gaúcho. Citou o exemplo da Companhia Riograndense de Nitrogenados (CRN) que, nos anos 80, importou tecnologia da Alemanha (não adequada ao carvão gaúcho) e a planta industrial acabou não entrando em funcionamento.

Por fim, elencou três questões que podem contribuir para o uso econômico do carvão: a instituição de políticas nacional e estadual para exploração da matéria-prima, o investimento e participação do setor produtivo tanto para absorver o carvão quanto para desenvolver tecnologias e a existência de recursos permanentes para pesquisas.

Presenças

Também participaram o vice-presidente da comissão especial, deputado Marcelo Moraes (PTB), e o relator, deputado Valdeci Oliveira (PT); além dos integrantes Edson Brum (PMDB), Frederico Antunes (PP) e Raul Carrion (PCdoB). Ainda estiveram presentes o deputado Cassiá Carpes (PTB) e representantes CRM, Cientec, Banrisul, Secretaria Estadual do Desenvolvimento e Promoção do Investimento; Crea, Ajuris, AGDI, Fiergs, Unisinos, PUC-RS, Associação das Câmaras de Vereadores da Região Carbonífera, Prefeitura de Minas do Leão e Câmaras de Vereadores de Bagé e São Jerônimo.

Fonte: Agência de Notícias/Letícia Rodrigues

Publicação 14.05.2013 às 17:00
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