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Do arroz se aproveita até a casca


Energia gerada pela recém-inaugurada usina termelétrica de São Borja irá para o sistema nacional de abastecimento por meio de subestação da CEEETradicional região produtora de arroz, a Fronteira Oeste consolida uma nova fase, com a geração de energia a partir da casca do grão na usina termelétrica São Borja. Operando desde o fim de maio, a empresa é pioneira em outros dois projetos semelhantes que começam ser implantados até o início do próximo ano.

A unidade já em operação pode gerar 12,3 megawatts/hora de energia, o suficiente para abastecer uma cidade de até 180 mil habitantes, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

– Teríamos capacidade para atender toda a cidade e ainda sobrar – diz o diretor técnico da usina, Vitor Hartmann.

Para operar com capacidade plena, serão necessárias 96 mil toneladas de casca de arroz por ano, armazenadas em silos da unidade. O processo de queima será por suspensão. Segundo Hartmann, a vantagem deste método está na maior eficiência. A energia gerada irá para o sistema nacional de abastecimento, por meio da subestação da CEEE da cidade.

De acordo com o presidente da Agência de Desenvolvimento de São Borja (ADSB), José Francisco Rangel, o município é um grande polo de beneficiamento de arroz no Estado, processando atualmente 10 milhões de sacas (de 50 quilos) do grão por ano. Esse volume provocava um passivo ambiental com a casca do grão, que será reduzido a partir do funcionamento da unidade. O próximo passo é criar condições de aproveitamento para as cinzas geradas pela queima da casca, que representam 20% do produto. Inicialmente, serão usadas como fertilizantes, mas já há estudos que buscam a utilização em indústrias de cimento e de borracha.

– Temos certeza de que trazemos um grande valor agregado ao arroz, beneficiando também os produtores – diz Rangel.

Foram três anos e meio de obras, a partir de uma ideia de 12 anos. O projeto foi elaborado em 2006. Cerca de 30 trabalhadores atuarão no funcionamento da unidade. O investimento gira em torno de R$ 65 milhões e vem de capital alemão. O fundo privado MPC Münchmeyer Petersen Capital GmbH & Co, da cidade de Hamburgo, é o agente do projeto. Estima-se que pelo menos 3% do PIB de São Borja venha da nova unidade.

Segundo Rangel, por meio da ADSB, outras duas cidades gaúchas também ganharão unidades termelétricas com investimento do mesmo fundo. Itaqui, na Fronteira Oeste, e Pelotas, no sul do Estado, são as próximas beneficiadas.

Em Itaqui, as obras deverão iniciar em julho. Em Pelotas, o começo da construção está previsto para janeiro de 2013. Para cada unidade, os investimentos são os mesmos de São Borja, o que soma mais de R$ 190 milhões só de capital alemão no setor.


O processo
Como é a geração de energia pela casca de arroz:
1-A casca é queimada, por suspensão, em caldeiras. A queima gera vapor, que movimenta as pás.
2-As pás geram energia mecânica que, por meio de transformadores, é convertida em energia elétrica, monitorada na sala de controle
3-A energia é levada para subestação da CEEE.

Texto: RAFAEL DIVERIO
Fonte: Zero Hora - Caderno Campo e Lavoura - Sexta-feira, 8 de junho de 2012

Publicação 12.06.2012 às 15:34
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